O desfecho do processo que envolvia a dupla Anjos e a humorista Joana Marques terminou com uma decisão clara do tribunal: a ação apresentada pelos irmãos Rosado foi considerada improcedente, resultando na absolvição da comediante.

O caso tinha gerado grande atenção mediática, depois de os Anjos avançarem com um pedido de indemnização no valor de 1 milhão e 118 mil euros, alegando danos provocados por sátiras feitas pela humorista. No entanto, a justiça não deu razão à dupla, encerrando assim um dos processos mais mediáticos do meio artístico português nos últimos tempos.
Com a decisão final, surge agora outra consequência significativa: os encargos financeiros do processo.

Segundo informação avançada pelo jornal Expresso, Anjos terão de pagar cerca de 31 mil euros em custas judiciais. Um valor elevado que reflete diretamente o montante global da ação inicialmente apresentada, e não apenas o resultado final da decisão do tribunal.
De acordo com explicações jurídicas citadas pela CNN Portugal, o cálculo das custas tem como base o valor total do processo, o que significa que, mesmo com uma eventual redução do pedido inicial, o impacto financeiro mantém-se elevado quando a ação é baseada em valores na ordem do milhão.
Na prática, isto faz com que o encargo final dos irmãos Rosado se torne particularmente pesado, sobretudo tendo em conta que, segundo estimativas do setor, cada concerto da dupla pode rondar valores próximos dos 20 mil euros.
O caso levanta também debate sobre os limites da sátira, da liberdade de expressão e da reação judicial no meio artístico, temas que continuam a dividir opiniões entre público, juristas e profissionais do entretenimento.

Com esta decisão, encerra-se um processo que marcou o panorama mediático português, deixando não só uma vitória judicial para Joana Marques, mas também um impacto financeiro relevante para os Anjos.