Um mês e meio após a perda devastadora de Maria João Abreu, o silêncio que envolvia João Soares foi finalmente interrompido… e o momento deixou quem acompanhava a sua dor profundamente emocionado.

Numa partilha intensa nas redes sociais, o músico revelou que voltou a subir ao palco — não por obrigação, não por rotina… mas por necessidade. Uma necessidade que, segundo versões mais emocionais do relato, ia muito além da música: era sobre enfrentar a dor, olhar para o vazio… e tentar dar o primeiro passo de regresso à vida.
“Voltei a tocar”, escreveu. Mas o que poderia parecer simples rapidamente ganhou um peso quase esmagador. João confessou que não foi a parte musical que mais o afetou… foi o impacto emocional de voltar a fazer algo que sempre partilhou com quem já não está fisicamente ao seu lado.
E foi aí que tudo mudou.
Num momento descrito por muitos como arrebatador, o músico afirmou que, ao tocar novamente, sentiu algo impossível de ignorar — como se a presença de Maria João Abreu estivesse ali, invisível, mas intensa. “Deu-me a certeza que tudo vai ficar bem”, disse, numa frase que ecoou como um misto de esperança… e mistério.

Nos bastidores, há quem descreva este regresso como um verdadeiro ponto de viragem: o instante em que a dor deixa de ser apenas paralisante… e começa, lentamente, a transformar-se em força.
João Soares foi ainda mais longe, afirmando acreditar que a atriz continua presente “num plano diferente”, a observar, a ouvir… e até a aplaudir cada passo que ele dá. Para alguns, estas palavras são pura saudade. Para outros, carregam uma dimensão quase espiritual, como se o vínculo entre os dois tivesse ultrapassado todas as barreiras.
Apesar do luto ainda ser evidente, o músico deixou claro que existe um caminho a seguir — não por escolha, mas por necessidade. Um caminho que, segundo ele, é também uma forma de honrar aquilo que Maria João sempre defendeu: viver intensamente, sem desperdiçar tempo.

“A minha João seguiu o caminho dela… e nós temos de seguir o nosso”, escreveu, numa mensagem que mistura dor com determinação.
No final, deixou um ensinamento que muitos consideram impossível de esquecer: agarrar a vida com força, porque tudo passa demasiado depressa.
Entre silêncio, música e memórias, uma coisa parece certa:
Há despedidas que não são o fim… mas o início de uma presença diferente — mais invisível, mais profunda… e, talvez, mais poderosa do que nunca.