Portugal perdeu uma das suas grandes referências artísticas. Pedro Massano, nome incontornável da banda desenhada nacional, morreu aos 77 anos, deixando um legado profundo que marcou gerações de leitores, autores e apaixonados pela chamada 9.ª Arte.
A notícia caiu com peso… e rapidamente gerou uma onda de emoção.

Jornalista, editor, ilustrador, autor e crítico, Pedro Massano foi muito mais do que um criador — foi um verdadeiro impulsionador da banda desenhada em Portugal. Ao longo de décadas, dedicou a sua vida a divulgar, valorizar e elevar esta forma de arte, tornando-se uma figura central no seu desenvolvimento e reconhecimento.
Um “faz tudo” da cultura… no melhor sentido da palavra.
A sua versatilidade era admirada por todos. Escrevia, desenhava, analisava, promovia — sempre com uma paixão evidente e um compromisso raro. Obras como “Mataram-no duas vezes”, “A Conquista de Lisboa” ou “A Batalha” tornaram-se referências, destacando-se pela qualidade artística e pela profundidade narrativa.

E o reconhecimento não tardou.
No Festival Amadora BD, um dos mais importantes eventos dedicados à banda desenhada, Pedro Massano foi distinguido com o Prémio de Melhor Desenho para Álbum Português, em 2014, e recebeu ainda o Troféu de Honra no ano seguinte — distinções que refletem o impacto da sua carreira.
Mas o verdadeiro legado… está nas pessoas que inspirou.

Nas redes sociais, multiplicam-se as homenagens. Amigos, colegas e admiradores recordam não só o talento, mas também a generosidade, a entrega e o entusiasmo com que vivia cada projeto. Muitos descrevem-no como um mestre, alguém que abriu caminhos e deixou marca em todos os que tiveram contacto com o seu trabalho.
A cultura portuguesa fica mais pobre.
A partida de Pedro Massano representa o fim de uma era, mas também a continuidade de uma obra que permanecerá viva nas páginas que criou e nas histórias que ajudou a contar.
Porque há artistas que não desaparecem.
Ficam eternizados naquilo que deixam ao mundo.
E Pedro Massano… é um desses nomes que jamais será esquecido