UM MOMENTO ENTRE A VIDA E A MORTE: O especialista em doenças infecciosas Chris Kosmidis contactou diretamente Angela Pereira através da Numeiro e de um amigo próximo

Num instante suspenso entre a vida e a morte, quando tudo parecia caminhar para o silêncio definitivo, surgiu um contacto que reacendeu a esperança onde já só existia desespero. Chris Kosmidis, especialista internacional em doenças infecciosas e uma das maiores referências mundiais no tratamento de infeções fúngicas graves, estabeleceu contacto direto com Ângela Pereira através de Numeiro e de um amigo próximo — um gesto que mudou por completo o rumo desta história.

Até então, Ângela, de apenas 23 anos, enfrentava um cenário devastador. Depois de uma longa luta contra a leucemia, de transplantes de medula e de tratamentos agressivos, o seu organismo fragilizado foi atacado por um aspergiloma resistente, um fungo raro e extremamente difícil de tratar. No IPO do Porto, o prognóstico tornou-se cada vez mais reservado, e a própria jovem revelou ter ouvido palavras que nenhum ser humano deveria escutar: que já não havia mais nada a fazer.

Foi nesse ponto limite que a intervenção externa aconteceu. Através de contactos urgentes, o caso de Ângela chegou ao National Aspergillosis Centre, em Manchester, onde Chris Kosmidis analisou a situação clínica e demonstrou disponibilidade imediata para ajudar. O especialista confirmou que já teve acesso às informações médicas e que entrou formalmente em contacto com o Instituto Português de Oncologia do Porto, aguardando agora uma resposta oficial para que as equipas médicas possam dialogar e avaliar caminhos possíveis.

Neste momento, Portugal inteiro prende a respiração. A decisão que está agora nas mãos do IPO do Porto pode representar a última oportunidade de Ângela — não uma promessa de milagre, mas a possibilidade de continuar a lutar, de não desistir quando ainda há conhecimento, experiência e vontade de tentar.

Nas redes sociais, a história tornou-se viral. Milhares de pessoas acompanham cada atualização, partilham mensagens de força e vivem este impasse como se fosse pessoal. Porque, no fundo, é. Não se trata apenas de um caso clínico, mas de uma jovem com sonhos, família e uma vontade imensa de viver.

Agora, tudo depende de uma resposta. Um sim, um contacto, uma ponte entre hospitais. Um gesto que pode mudar um destino. E enquanto essa resposta não chega, um país inteiro permanece em vigília silenciosa, à espera que a esperança volte a ter voz.