Morreu no Dia em Que Ia Celebrar a Vida: As Últimas Horas de Luís Jardim, o Pressentimento Ignorado, a Dor Silenciosa e o Enfarte Que Chegou Sem Aviso

A morte de Luís Jardim, esta sexta-feira, 4 de julho, ganhou agora contornos ainda mais perturbadores. O produtor musical, uma das figuras mais influentes dos bastidores da música portuguesa, partiu precisamente no dia em que completaria 75 anos — um detalhe que muitos consideram cruel demais para ser coincidência. Tal como já tinha sido noticiado, Luís Jardim sofreu um enfarte fulminante na casa que mantinha no Cadaval, nos arredores de Lisboa. Mas só agora começam a surgir relatos que revelam como foram, afinal, as suas últimas horas com vida.

Maya, amiga próxima da mulher do músico, Teresa Silveira, e alguém que se tornou muito próxima do casal ao longo dos anos, esteve no Grande Jornal da CMTV e trouxe à luz pormenores inéditos que deixaram o país em choque. “Nada fazia prever isto”, garantiu, visivelmente emocionada. Segundo a apresentadora, Luís e Teresa viviam temporariamente na Covilhã, onde ela estava envolvida no lançamento de um novo hotel na Serra da Estrela. Apesar da fase intensa de trabalho, o casal preparava-se para um momento especial: celebrar o aniversário de Luís, rodeado de tranquilidade e planos simples.

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Na quinta-feira, 3 de julho, viajaram até Lisboa com esse objetivo. Tudo parecia normal. Havia conversas sobre o jantar, sobre amigos a contactar, sobre o futuro. Mas, já em casa, algo mudou. Luís começou a sentir-se indisposto. Não foi um colapso imediato, nem um alarme evidente — foi aquele tipo de mal-estar traiçoeiro que engana até os mais atentos. “Ele dizia que não se sentia muito bem, tinha uma dor nas costas, um cansaço estranho”, contou Maya. Ainda assim, tentou desvalorizar. “Vou só descansar um bocadinho, porque logo quero estar bem”, terá dito, acreditando que bastaria deitar-se por uns minutos.

Esse “descansar um bocadinho” acabou por ser fatal. Segundo pessoas próximas, Luís Jardim era conhecido por nunca dramatizar sintomas e por colocar sempre os outros e os compromissos à frente de si próprio. Terá insistido que não era nada de grave, recusando ajuda imediata. Minutos depois, o silêncio tornou-se pesado demais. Quando se percebeu que algo estava errado, já não havia muito a fazer. O enfarte foi rápido, violento e irreversível.

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A tragédia ganha ainda mais peso por ter acontecido no dia em que Luís devia estar a ser celebrado — não apenas pelo aniversário, mas por uma carreira inteira dedicada à música, aos artistas e à criação. Teresa Silveira ficou devastada. Amigos revelam que o choque foi absoluto, uma mistura de incredulidade e culpa por aquele “se ao menos” que nunca deixa ninguém em paz.

Luís Jardim partiu como viveu: discretamente, longe dos palcos, sem fazer ruído. Mas deixou para trás um vazio enorme no meio artístico e uma sensação difícil de ignorar — a de que, por vezes, a vida não dá sinais claros… apenas um último silêncio.