Pedro Nuno Santos para Ventura: “Ainda vai sair deste parlamento e eu ainda vou cá estar”

O confronto foi direto, tenso e carregado de simbolismo político. Em pleno plenário da Assembleia da República, Pedro Nuno Santos deixou uma frase que ecoou no hemiciclo e rapidamente se espalhou pelo debate público: “O senhor deputado ainda vai sair deste parlamento e eu ainda vou cá estar.” A resposta, dirigida a André Ventura, marcou um dos momentos mais duros do debate sobre a privatização da TAP, requerido pelo PSD, e expôs a crescente crispação entre o Governo e o líder do Chega.

Pedro Nuno Santos nói với Ventura: "Ông ấy vẫn sẽ rời khỏi quốc hội đó và tôi vẫn sẽ ở đây."

Tudo começou quando André Ventura lançou uma previsão carregada de provocação, insinuando que o tempo de Pedro Nuno Santos como ministro das Infraestruturas estaria contado. Com tom acusatório, o líder do Chega afirmou que, se a lei e o primeiro-ministro fossem coerentes, o governante não permaneceria muito mais tempo no cargo e que o “desastre da TAP” ficaria para sempre associado ao seu nome e ao do Governo socialista. A intervenção foi recebida com murmúrios e tensão visível no plenário.

Pedro Nuno Santos não deixou a acusação sem resposta. Num tom firme, sem rodeios e com claro recado político, devolveu o ataque, invertendo a lógica da previsão feita por Ventura. A frase curta, mas incisiva, foi interpretada como uma afirmação de resistência política e confiança no seu percurso, ao mesmo tempo que colocava em causa a longevidade do líder do Chega no Parlamento.

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O momento rapidamente se tornou um dos mais comentados da sessão, simbolizando não apenas um choque de personalidades, mas também duas visões opostas do futuro político do país. De um lado, André Ventura a tentar colar a TAP como um fardo irreversível ao Governo; do outro, Pedro Nuno Santos a afirmar-se como figura central e duradoura no cenário parlamentar, recusando qualquer sinal de fragilidade.

Num Parlamento cada vez mais polarizado, a troca de palavras deixou claro que o embate entre PS e Chega está longe de abrandar. E se o debate era oficialmente sobre a TAP, acabou por se transformar num duelo político sobre quem ficará de pé quando o tempo fizer a sua seleção natural no hemiciclo.