A notícia caiu como um choque profundo ao final da noite desta quarta-feira, 15 de abril. Rui Serrano da Paz, Capitão do Porto de Viana do Castelo e Comandante-local da Polícia Marítima, faleceu de forma inesperada aos 53 anos, deixando a comunidade em estado de incredulidade.

Reconhecido como um dos nomes mais respeitados da estrutura marítima nacional, Rui Serrano da Paz desempenhava funções em Viana do Castelo desde setembro de 2023, onde rapidamente se destacou não apenas pela competência técnica, mas também pela proximidade com a população e pelo sentido de missão que o caracterizava.
O momento da sua partida torna tudo ainda mais difícil de aceitar.
Segundo as informações conhecidas, o oficial encontrava-se nas Piscinas Municipais do Atlântico, em Viana do Castelo, quando se terá sentido mal de forma súbita. O que parecia ser um episódio isolado acabou por revelar-se fatal, na sequência de um problema cardíaco inesperado.

A rapidez com que tudo aconteceu deixou familiares, amigos e colegas completamente desarmados.
Descrito por muitos como uma pessoa saudável, ativa e dedicada, nada fazia prever um desfecho tão trágico. A sua morte repentina veio reforçar o sentimento de choque generalizado, sobretudo numa região onde era amplamente reconhecido e respeitado.
Ao longo da sua carreira como oficial superior da Marinha Portuguesa, Rui Serrano da Paz construiu um percurso sólido, marcado por rigor, liderança e um compromisso inabalável com a segurança marítima. Em Viana do Castelo, assumia um papel central na coordenação das operações, sendo uma figura-chave na proteção da costa e no apoio à comunidade marítima.
As reações não tardaram.

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, manifestou publicamente pesar pela perda, destacando não só o profissional exemplar, mas também o homem de valores que tantos admiravam. Também a Marinha Portuguesa emitiu uma nota oficial, sublinhando o legado deixado pelo comandante e a marca humana que permanecerá entre todos os que com ele trabalharam.
Neste momento de dor, multiplicam-se as mensagens de homenagem.
Colegas recordam a sua liderança serena, a capacidade de decisão e a forma como conseguia equilibrar autoridade com empatia. Para muitos, não era apenas um comandante — era uma referência.
A sua partida deixa um vazio difícil de preencher.
Mais do que a perda de um profissional de excelência, trata-se da despedida de uma figura que dedicou a vida ao serviço público, à segurança e ao bem-estar da comunidade.
E enquanto Viana do Castelo tenta lidar com este momento inesperado, fica a memória de alguém que fez da missão um propósito — e que será recordado muito para além do uniforme que vestia.