🚨🌧️ ALERTA MÁXIMO: “RIO ATMOSFÉRICO” AMEAÇA COIMBRA… E MILHARES SÃO RETIRADOS DE CASA NUMA NOITE DE TENSÃO

Portugal vive horas de verdadeiro suspense climático — e Coimbra está no epicentro de um cenário que muitos já descrevem como “sem precedentes”. A depressão Nils intensificou-se de forma inesperada, trazendo consigo um rio atmosférico que está a descarregar chuva com uma força assustadora desde o início da semana. Mas o pior ainda pode estar por vir: as autoridades alertam que a intensidade poderá atingir níveis críticos nas próximas horas, com o rio Mondego a aproximar-se de limites considerados históricos.

Perante o aumento alarmante do caudal — descrito por alguns técnicos como “nunca antes visto” — o risco de rebentamento de diques tornou-se real. E foi esse cenário que levou a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, a tomar uma decisão drástica durante a noite: retirar milhares de pessoas das suas casas. Cerca de três mil habitantes estão a ser evacuados em várias zonas ribeirinhas, num movimento de urgência que transformou a cidade num cenário de tensão e correria contra o tempo. Há relatos de famílias a sair à pressa, com o essencial nas mãos, enquanto o nível da água continua a subir.

As zonas mais vulneráveis — Torres do Mondego, Ceira, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila — estão sob vigilância constante. Ao mesmo tempo, escolas foram encerradas e três lares tiveram de ser evacuados, numa operação delicada que envolveu idosos em situação de grande fragilidade. Nos bastidores, fala-se de equipas de emergência em prontidão máxima, preparadas para um possível agravamento súbito durante a madrugada.

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Mas Coimbra não está sozinha neste cenário. Nos municípios vizinhos de Soure e Montemor-o-Velho, a situação também está a escalar rapidamente. Centenas de pessoas estão a ser retiradas preventivamente, numa tentativa de evitar uma catástrofe maior. Estima-se que entre 300 a 500 habitantes tenham já sido evacuados em Soure, enquanto o Baixo Mondego enfrenta uma das maiores ameaças dos últimos anos.

Entre sirenes, chuva intensa e um clima de incerteza crescente, instala-se uma pergunta que preocupa autoridades e população: até onde vai subir a água? E será possível conter uma força da natureza que parece cada vez mais difícil de controlar?