Zulmira Ferreira destroçada com a morte do filho: “Não entendo, não vou entender nunca”
A dor é crua, diária e sem descanso. Desde a morte de Eddie Ferrer, no passado dia 19 de novembro, aos 42 anos, Zulmira Ferreira tem vivido um luto público e profundamente dilacerante, usando as redes sociais como a única ponte possível para continuar ligada ao filho que perdeu de forma tão inesperada.

Todos os dias, quase sem exceção, a empresária e comentadora da SIC partilha imagens de Eddie, acompanhadas por frases curtas, mas devastadoras, que expõem uma mãe em absoluto desamparo. “A única forma de estar contigo. Bom dia, meu filho”, escreveu no dia 5 de dezembro, numa mensagem que ecoa como um ritual de sobrevivência perante a ausência irreversível.
Noutra publicação, Zulmira deixou um desabafo que resume a incredulidade e a revolta que a consomem:
“Não entendo, não vou entender nunca. Isto vai voltar a acontecer. Tu és imortal, meu Eduardo Daniel.” As palavras, carregadas de negação e amor eterno, mostram uma mãe que se recusa — ou simplesmente não consegue — aceitar a ideia de um mundo onde o filho já não existe.

Nos stories, o sofrimento aprofunda-se ainda mais. “Nunca mais acordamos deste pesadelo”, escreveu, numa frase que revela como o tempo parece ter parado desde aquele dia fatídico.
Eddie Ferrer morreu após ser submetido a uma cirurgia a um aneurisma, em Istambul, na Turquia, onde se encontrava em escala. O destino final era o Qatar, onde iria atuar como DJ. Uma viagem de trabalho transformou-se numa tragédia que ninguém conseguiu prever — nem evitar.

A dor estende-se também à companheira de Eddie. Maria Rocha, namorada do DJ, prestou-lhe uma homenagem comovente no dia da última despedida. Numa mensagem profundamente íntima, falou do amor que os unia e dos planos que ficaram por cumprir.
“Existem pessoas que vivem uma vida inteira sem saber o que é um amor verdadeiro. Contigo vivi o meu grande amor”, escreveu, recordando promessas de envelhecerem juntos. “Agora, preciso que estejas assim ao meu lado para me acompanhares até ao fim dos meus dias.”
Entre uma mãe inconsolável e uma companheira em choque, fica o retrato de uma perda que deixou marcas profundas e irreparáveis. Eddie Ferrer partiu cedo demais — e, para quem o amava, o mundo nunca mais voltou a ser o mesmo.