Nos últimos dias, as redes sociais transformaram-se num campo de batalha digital.
Entre partilhas frenéticas e indignação instantânea, uma frase atribuída a Cristiano Ronaldo sobre André Ventura explodiu como pólvora:
“Convidava-o para almoçar, temos muita coisa em comum.”
Nos últimos dias, as redes sociais transformaram-se num campo de batalha digital.
Entre partilhas frenéticas e indignação instantânea, uma frase atribuída a Cristiano Ronaldo sobre André Ventura explodiu como pólvora:
“Convidava-o para almoçar, temos muita coisa em comum.”

A publicação espalhou-se a uma velocidade vertiginosa, alimentada por milhares de cliques e comentários inflamados.
O país dividiu-se, reagiu, comentou…
Mas havia um problema: a frase nunca existiu.
Foi então que entrou em cena o Polígrafo, num daqueles momentos em que o jornalismo factual tem de enfrentar o caos do rumor.
A equipa analisou, reanalisou, investigou fontes, arquivos, entrevistas — e o veredito foi claro e implacável:
“Falso. Completamente falso.”

Nem entrevistas, nem registos, nem áudio, nem vídeo.
Nada.
A frase era mais um fantasma criado no submundo da desinformação online.
“Vamos aos Factos”: o contra-ataque
A polémica ganhou tal dimensão que se tornou destaque no programa Vamos aos Factos, uma colaboração entre a TSF e o Polígrafo, onde semanalmente se desmonta o que anda a contaminar o debate público.
E esta semana, o alvo era evidente: a mentira viral que envolvia CR7 e o líder do Chega.
O programa expôs passo a passo como conteúdos manipulados nascem, crescem e, antes que alguém questione a autenticidade, já se tornaram “verdade” para milhares de utilizadores.
A força das figuras em jogo

Cristiano Ronaldo dispensa apresentações — e André Ventura, figura central da política portuguesa, raramente está longe da controvérsia, verdadeira ou fabricada.
É precisamente essa combinação explosiva que tornou o boato tão disseminado e tão perigoso.
O programa explicou ainda o contexto político de Ventura: jurista, professor, ex-comentador desportivo, agora presidente do Chega, deputado e Conselheiro de Estado — um dos rostos mais centrais da oposição.
Com tanta notoriedade de ambos os lados, bastou uma frase inventada para incendiar o país virtual.
Uma lição amarga — e necessária
O episódio tornou-se mais do que um simples caso de fact-checking.
Revelou o quanto uma frase falsa, criada sem qualquer base, pode moldar emoções, opiniões e até debates nacionais em poucas horas.