Afonso Leitão viveu dias de profunda dor ao recordar um amigo que já partiu, numa homenagem carregada de emoção que tocou quem a leu. Com a chegada do Natal — uma época que amplifica ausências — o namorado de Catarina Miranda deixou cair todas as defesas e escreveu palavras que revelam um luto que permanece vivo, silencioso e intenso.
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Num desabafo sentido, Afonso confessou que o tempo não apagou a dor nem a saudade. Pelo contrário, tornou-a mais consciente. Recordou as gargalhadas partilhadas, as conversas intermináveis, as piadas que só eles entendiam e os planos feitos com a convicção de que o futuro estaria sempre ali, à espera. Planos esses que ficaram suspensos no tempo, interrompidos por uma ausência que continua a doer como no primeiro dia.
Apesar da perda física, Afonso fez questão de sublinhar que a presença do amigo nunca desapareceu verdadeiramente. Vive nas memórias, nos gestos automáticos, nos momentos inesperados em que a lembrança surge sem aviso. Para ele, aquela amizade continua a ser um dos maiores presentes da sua vida, algo que nem a morte conseguiu apagar.
Mas foi no fecho da mensagem que o desabafo ganhou um tom quase poético e profundamente comovente. Afonso falou de reencontro, de uma distância impossível de medir, mas que acredita não ser definitiva. Escreveu com a certeza de quem sente que a ligação não terminou, apenas mudou de forma. “Em breve, muito em breve, estaremos juntos novamente”, afirmou, como quem transforma a dor numa promessa.

Até lá, garante, o amigo permanecerá guardado no coração, em cada memória e em cada instante vivido. Uma homenagem crua, honesta e profundamente humana, que mostra que há perdas que não se superam — aprendem-se apenas a carregar. →